Autocuidado não é só cuidar do corpo, também é cuidar da mente.
Atualizado: 7 de ago.
Quando pensamos em autocuidado, é comum persarmos em momentos na academia, correr em uma praça, tomar vitaminas ou até mesmo tomar um banho relaxante. Embora essas experiências possam fazer bem, elas representam apenas uma pequena parte do que é cuidar de si

Na maioria das vezes, autocuidado aparece justamente nas decisões que ninguém vê.
É quando você percebe que está sempre dizendo “sim” por medo de decepcionar alguém. Quando entende que não precisa resolver os problemas de todo mundo. Quando deixa de responder uma mensagem imediatamente porque precisa de um momento para respirar. Ou quando aceita que descansar não é uma recompensa por ter se esgotado, mas uma necessidade.
A verdade é que muita gente só percebe que deixou de cuidar de si quando o corpo ou a mente começam a cobrar essa conta. O cansaço vira rotina, a irritação aumenta, a ansiedade parece não dar trégua e até coisas simples começam a exigir um esforço enorme.
Na TCC, entendemos que isso nem sempre acontece porque a pessoa “não sabe se cuidar”. Muitas vezes, ela aprendeu que precisava ser forte o tempo todo. Que pedir ajuda era um sinal de fraqueza. Que precisava dar conta de tudo para ser valorizada. Ou que colocar as próprias necessidades em primeiro lugar era egoísmo.
O problema é que viver assim tem um preço. Quando passamos muito tempo ignorando o que sentimos, deixamos de perceber nossos próprios limites. E quem vive sempre no automático acaba acreditando que estar sobrecarregado é normal. Talvez autocuidado seja menos sobre fazer coisas especiais e mais sobre mudar a forma como você se trata no dia a dia. É respeitar o próprio cansaço sem culpa. É colocar limites sem sentir que precisa pedir desculpas por isso. É reconhecer que você também merece a mesma compreensão que costuma oferecer às pessoas que ama.
No fim, cuidar de si não é um privilégio nem um ato de egoísmo. É uma forma de preservar aquilo que existe de mais importante: a sua saúde física e emocional.
REFERÊNCIAS
Beck, J. S. Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática.
Kristin Neff. Autocompaixão.
Steven C. Hayes. Uma Mente Livre.


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